março 28, 2011

Todos temos um incógnito na vida


De forma breve posso assegurar que, o incógnito é aquele sujeito que quando menos se espera surge. Na realidade é um emplastro em versão up-grade.

“A que te referes em concreto?”, perguntam muito bem. Para ser mais explícita vou dar dois exemplos.

14 de Fevereiro. Noite romântica. Prepararam o prato preferido da vossa cara-metade. As velas estão acesas, as pétalas de rosa que espalharam pela banheira de hidromassagem ganharam cor, e, vocês lavaram os dentes. Tudo corre bem.
A vossa cara-metade adora, e quando estão a abrir a garrafa de Don Perignon… toca a campainha. Quem é? Exacto, um sujeito incógnito, mais conhecido por “amigo solteirão que não come nem deixa comer” vulgo “empata quecas”. Noite romântica dá lugar a um ménage a trois de choro pelas agruras vividas pelo “amigo solteirão que não come nem deixa comer” vulgo “empata quecas”.
O jantar já está frio, a banheira de hidromassagem vazia e o Don Perignon perdeu o gás. Então o “amigo solteirão que não come nem deixa comer” ou “empata quecas”, de súbito diz: «Oh… estraguei a vossa noite!». Em uníssono o casal responde: «Não… então… os amigos são para estas coisas». Sobretudo os incógnitos, acrescento eu, são mesmo para estas coisas. Riposta o “amigo solteirão que não come nem deixa comer” vulgo “empata quecas”: «Para vos compensar, que tal irmos ao bowling?». Ena… que excitação… uma competição entre os dois elementos do casal, só para averiguar quem acerta primeiro com a bola no “amigo solteirão que não come nem deixa comer” vulgo “empata quecas”. Uma noite em grande.


Se calhar ainda não me expliquei bem com este exemplo. Vamos ao segundo outro.


Voltemos à noite de 14 de Fevereiro (é uma noite que me inspira sem dúvida). Já sabem que não podem jantar em casa porque vai aparecer o “amigo solteirão que não come nem deixa comer” ou seja “empata quecas” decidem ir jantar fora. Restaurante com ambiente agradável, nada de comer muito que digestões pesadas atrapalham o exercício físico…
E tudo começa. Pedem o menu, a carta dos vinhos e enquanto aguardam a chegada do pedido vão roendo uns bocados de pão besuntados em gordura. O elemento feminino do casal, começa a sair da casca. Qual filme romanto-porno-erótico, ela descalça o sapatinho, e eleva o pé até essa mesma zona que vocês estão a pensar, localizada no elemento masculino do casal. Quem é que surge neste exacto momento? Exacto o empregado de mesa, que do local diametralmente oposto aquele em que o casal se encontra, diz aos gritos: «Pssst oh menina! Tão qué isso? Mas você pensa que está numa paticure ou quê? E o senhor se está com alguma micose e tem comichão vá um dermatologista! E já pensou que se ela não cortou as unhas isso pode infectar? E depois se infecta tem de cortar! E ainda deve ficar a falar fininho umas quantas semanas, isso se não gangrenar logo e cair, sempre pode guardar como recordação para os seus filhos, adoptivos óbvio. E a menina, faça lá o obséquio que calçar a soca que o seu chispe amanda um bedum que não se aguenta. Daqui a nada tenho a ASAE à perna.». Pior que um incógnito empata quecas, é um incógnito informado e com receio da ASAE que além de empatar as quecas dos próximos meses, faz o casal passar uma vergonha das antigas. Se houver ânimo que resista a um discurso como o deste incógnito empregado de mesa, é porque o casal se droga.

Agora fui mais explícita, creio serem dois belos exemplos de emplastros que falam (lá está pertencem a uma versão up-grade).
Acho que já entenderam a ideia. Agora, informados sobre o que é um incógnito, estão preparados para a vida.

6 comentários:

pinguim disse...

O segundo exemplo é divinal.

Bípede Falante disse...

Bah, não sei, não. Acho que ainda mato um!

Me,myself & I! disse...

Ah,ah,ah,ah,ah!!!!
O que eu me ri agora!!!

pling a lot disse...

in cognitus in terrompidus

Anónimo disse...

http://estanoite.blogs.sapo.pt/

Charmoso disse...

Por isso é que eu só bebo Moët & Chandon!!! Pelo menos esse não perde o gás facilmente e temos mais tempo para "despachar" o empata quecas. ahahah