maio 29, 2011

Dicas de poupança

Muitos e-mails nós têm chegado perguntado: " Meninas em tempo de crise como conseguem poupar na roupa?"... Ora muito simples.

1- Cada uma vai a uma loja com a maior mala que tenha, vazia, e volta com a dita mala cheia e sem gastar um tostão. Não é bem roubar... Só que somos muito tímidas e as pessoas que estão na caixa para pagar têm um ar intimidatório.

2- Usamos roupa uma da outra sempre achando que a outra não sabe que foi roubada...

3- Cana e anzol! Oui! Com o nosso melhor anzol lançamos o fio ao estendal dos vizinhos e quando vemos que a roupa mordeu o anzol, pumba, puxamos o fio e já ganhamos roupa que não tínhamos.

Para já esperamos ter ajudado novas dicas surgirão por aqui.

maio 23, 2011

O bom mentiroso



O bom mentiroso é aquele que consegue ser adorado por uns e odiado por outros, e quer uns quer outros não sabem ao certo nem porque o amam nem outros porque o odeiam. Não há motivos ou argumentos, há uma teia que nos envolve e muitas vezes nos leva adorá-lo sem questões ou pré-requisitos.

Apenas acontece.

O bom mentiroso é o que nos dá vontade de conhecer, agredir e na verdade é sempre alguém que sem sabermos protegemos... porque detestamos mentiras... ou será que detestamos descobri-las?

O bom mentiroso é puta: podemos abominar a sua existência, mas a nossa era mais pobre sem ele.

maio 16, 2011

O impacto do caju no destino


“Há um reboliço estridente que ninguém entende e que apenas um sente. Há um reboliço insuportável que dá sentido ao que fui e torna falso o que sou. Há um pleno de miséria neste reboliço de movimento perpétuo, da minha miséria. Há uma fome compulsiva de insatisfação na busca de um propósito que a minha excessiva lucidez confirma não existir mas com a qual a minha intuição teima atormentar-me com uma suspeita latejante.
Há uma raiva latente que habitando algures na minha mente surge por vontade própria violando o espaço que é meu por direito. Sem rodeios ou pudores usa-me como torre para espreitar o mundo, sorve nas frustrações o pulsar que lhe dá forma e desaparece num arrepio.
Houve um tempo em que...”
, Hilidio fez uma pausa e parou o olhar no horizonte.

Perdoem-me, não vos apresentei o Hilidio. De seu nome Hilidio José é um abutre normal. Optou por se manter solteiro pois nenhuma abutre fêmea merecia que ele lhe oferecesse carcaças para o repasto. Passa os dias num ramo seco a contar pedras de areia do deserto buscando inspiração para o “Diário das almas”, que escrevia quando decidiu mirar o horizonte.

Ao fundo vislumbra um ponto em movimento, e pensa de si mesmo para ele próprio: “Hum... Hilidio José, estarás tu a observar a passada do desespero?”. Meteu asas ao caminho e foi verificar o que se passava. Era Onofre Jacinto. Jovem de ideias pouco certeiras havia naquele mesmo dia decidido pôr termo àquilo que apelidava de vida. Hilidio quis saber mais...

Hilidio – Olá! Então queres ser cremado ou enterrado?
Onofre – Tu estás a falar comigo?
Hilidio – Importaste de responder ao que te perguntei?
Onofre – Enterrado. Sempre que entrelaçava os dedos a mamã exclamava “Ai meu rico menino que vai dar um morto tão lindo!”.
Hilidio – Preparaste a argumentação que para validar o teu acto?
Onofre – Como assim?
Hilidio – Ora jovem, tens de possuir um bom fundamento para seres aceite aqui! Pensas que é só cortar o pulso e voltas ao útero da humanidade?
Onofrepensativo – Eu fiz isto porque... Queria comer cajus com sal e só havia cajus com picante. E eu não posso comer picante derivado das minhas hemorroidas!
Hilidio – Olha pequeno, prepara-te para comer picante porque vais ganhar um bilhete de volta para casa... e um atestado de estupidez autografado pelo santo que esteja hoje de serviço.
Onofre – Nunca pensaste em suicidar-te?
Hilidio – Boa pergunta. Sim, já. Aliás sou um depressivo crónico e tenho a tese do meu suicídio já bem fundamentada, mas sabes, eu depois ia para o Paraíso e aqui que ninguém nos ouve: Deus não aguentaria a concorrência.

Chagados à porta do Juízo Individual, Hilidio desceu do ombro esquerdo de Onofre e desejou-lhe um bom regresso a casa deixando encontro marcado para dali a 68 anos às 19horas e 23 minutos.

Hilidio regressou ao seu ramo seco, sabia que aquela tampa Divina iria custar a Onofre mas afinal quem nunca levou um tampa na vida? Aquela até devia ser considerada uma honra. Sem demoras o intrigante abutre retoma a sua escrita: “Houve um tempo em que o banal me acalmava, hoje vejo que encerrado no nascimento, habita um significado mais profundo que a mera passagem de anfíbio uterino a terrestre socialmente moldado. Há nessa evolução de segundos, o tempo de uma hora aquando do qual, o ingénuo e o Divino selam um acordo. O livre arbítrio, encontra-se estrategicamente presente neste instante, mimetizando a concepção da praga. E o que é o livre arbítrio senão uma liberdade ilusória?”

Nerds e mamas

Há alguma coisa mais chatinha que o clube do livro?
Se nas reuniões do tupperware se substituíram os ditos por dildos, o clube do livro também substituiu as saias pelo joelho e gravatas por mamas.




































Há tantas pessoas que eu adorava ver a lamber a folha número 3 e a sussurrar-me a número 4.

maio 10, 2011

Animais de estimação

Algumas pessoas não gostam de animais de estimação pois uma concorrência feroz a elas próprias, mas para os que gostam dos bichos quem nunca sonhou ter um burro em casa? Ok, um de quatro patas... O problema nem sempre reside na acomodação do bicho mas sim no meio do transportar até nossa casa! É um animal grande, o transporte é caro e estamos em crise caraças!

Portugal sempre a inovar tem a primeira empresa lowcost no transporte de quadrúpedes, ora espreitem...

maio 09, 2011

Galamão


Algo inovador nos dias de hoje, mas não surpreendente pois a cada dia que passa surgem sempre coisas novas, entre elas o galamão…Novidades, no mundo do desporto, é coisa que não falta. Vá tudo em coro… um… dois… três… “O que é o galamão?”É a nova sensação do mundo dos desportos semi-aquáticos! Algo inovador e por poucos experimentado, sim coragem não é ponto virtuoso da humanidade… Galamão resulta de galocha + salmão.

Como pode alguém tornar-se campeão neste desporto?

Vou-vos relatar um exemplo…

Dados do participante:
Nome: Etelvino Arménio da Borrachinha Mole
Idade: 22
Sexo: Masculino (pelos menos até à data)

Dados Estatísticos Relevantes:
- Luxuosa placa bacteriana , Casta de 1986
- Tendências Sadomasoquistas com desaguamento em ninfomania
- Unhas alicerçadas numa bonita e estética camada de sujidade de elevada resistência
- Uma amígdala;
- Sem próstata;
- Tem muita arrumação…

Dia Internacional do Animal… Feriado… Folga…. Desporto… Galamão!

Arménio da Borrachinha Mole, dispondo de um dia extra de descanso, sem saber o que fazer da vida, fumando sua explosiva mistura seca, inadvertidamente olha para o calendário e surge na sua mente a seguinte ideia – “Época + procriação + salmão!”.A Natureza dita os instintos e Etelvino Arménio da Borrachinha Mole apenas os segue, nada mais pode fazer. Correndo desenfreadamente em direcção à marquise agarra no seu material desportivo e montou-se na famel zundap até esse mesmo rio que estão agora a pensar.
Cinco horas depois Etelvino Arménio da Borrachinha Mole consegue alcançar o almejado destino.Seus olhos brilhavam de alegria… um sorriso rasgado, e os seus adversários três ursos pardos anões com 3m de envergadura cada.
Sem mais esperas e atrasos, e rápido como o vento no Alentejo em Agosto, equipa-se: um par de galochas plainadas, um chapéu impermeável. Os ursos já haviam convocado o comité de júris para observarem a prova e atribuírem as pontuações.

Regras da competição:

- O participantes têm atrás deles uma fina rede de ténis com 5 metros de altura, para trás da qual têm de lançar os salmões que apanhem;
- É permitido o uso de armas contra outros participantes;
- É estritamente proibido pisar o pé/pata de outro participante;
- Não é permitido o uso de saltos altos;
- A competição tem a duração de 40 minutos;
- Quem apanhar mais salmões ganha.

14 Horas… todos a postos… o juízes olhavam para o relógio… faltavam 12,5 segundos para a prova ser iniciada… os participantes alinhados, uma alga marcava a linha e ninguém a podia pisar. Um dos juízes prepara-se para dar a partida com um belo tiro, um leve rangido é ouvido pelo terceiro urso que agarra um salmão… Falsa partida do dito e consequentemente desclassificado, ali não há segunda hipótese, disciplina é o valor supremo deste desporto.

Só três participantes, um objectivo, e ouve-se o sinal da partida.

Era tanto salmão que Etelvino Arménio da Borrachinha Mole ficou momentaneamente boquiaberto, em transe, quase no nirvana um salmão solta uma escama que lhe entra para o olho e o faz acordar para a vida. Estava entre dois ursos e as suas motivações para aquele desporto eram do mais profundo e filosófico que podia existir.

Sem demoras, começa a entrar a sério na competição

Atira-se a tudo o que é salmão como se visse comida há quinze dias, ele apanhava-os com a direita, a esquerda e a boca. Um dos ursos notando a sua estratégia começa a colocar-se à frente de Etelvino Arménio da Borrachinha Mole, este não vai de modas e usa o seu lança dardos tranquilizantes que possuía na haste direita, daquela coisa que se apoia no nariz e as orelhas respondendo pelo nome de óculos.

Mais um participante eliminado. Feroz a competição entre os dois últimos resistentes e vendo que estavam empatados, Etelvino Arménio da Borrachinha Mole tira da sua virilha esquerda uma bonita colmeia de abelhas e lança para a margem do rio sem pensar duas vezes o urso que já se sentia acanhado com a presença de Etelvino Arménio da Borrachinha Mole para a margem sendo por consequência desclassificado.

Por motivos quase óbvios Etelvino Arménio da Borrachinha Mole sagrou-se campeão.Com a sua famel zundap a abarrotar de salmão e dirigindo-se para os salmões de respiração agonizante com uma malévola gargalhada, disse: “Pensavem vossas excelências que íeis subir o rio pra cima, com o intuito objectivo de se multiplicarem como JC disse? Na… Nem eu me multiplico quanto mais voceses… não há pra mim não há pra mais ninguém! Brincamos não?”.
Conclusões, os frustrados são:
- Perigosos…
- São os chamados “empata procriação”…
- São frios…
- Não olham a meios para atingirem os seus fins…
- Em suma a sua maldade não tem fronteiras.

E assim se constrói um campeão nesta nova modalidade!

abril 12, 2011

Anunciem o fim por obséquio!


Num mundo onde todos dizem que cada vez há menos amor, menos afectos, de há alguns tempos para cá, há quem tente contrariar estes pensamentos mais pessimistas.

Como paredes e muros monocromáticos e dicromáticos, e portas de madeira sem riscos são um aborrecimento, alguns adolescentes e não só revolvem pintar ou marcar nos mais diversos locais públicos o seu “amor” por alguém.

Alguns exemplos:
“Jacinto ama Zoraima 20/11/01”
“Alzira ama Teodoro 11/02/00”
“Zé ama Jerónimo 30/11/05”
“Anacleta ama loucamente Belizandra 05/01/01”

Lá está, contraria os pensamentos pessimistas, e dá mais cor a esta ou aquela parede, contudo eu sou uma cidadã exigente e nestas marcas líricas faltam coisas.

1º - Onde já se viu escrever só o primeiro nome? Quantos milhões de Jacintos e Alziras existem por este mundo fora? É uma imprecisão grave! Nome e sobrenome obrigatórios.
2º - Para que todos saibam que tal declaração não foi realizada de ânimo leve, no fim deveria existir um espaço reservado ao número de bilhete de identidade, número de contribuinte e número do passaporte (nunca se sabe) de cada um dos intervenientes no acto em questão.
3º - Incluir na marca o número de telefone de um e de outro, caso seja cometido algum erro ortográfico serão imediatamente contactados para virem corrigir o pontapé dado na língua portuguesa, e pagar uma multa pelos danos causados! Claro e se do pontapé resulta uma nódoa negra, uma fractura exposta alguma coisa destas, alguém tem de pagar ou seja o agressor.
4º - Deveria existir uma ordem específica, inviolável, para a “colocação” da dita marca. Se vivemos num mundo que se quer reger pela ordem, é favor de dar o exemplo. Imaginem junto às ditas paredes um bonito guinche, com um/uma funcionário/a trombudo/a para o atendimento e esclarecimento de dúvidas, que acumulava ainda a função de fazer cumprir a ordem das senhas retiradas pelos interessados, fazendo assim respeitar a ordem e toda a lógica da burocracia. Como me parece tornar-se um trabalho complicado que envolve grande esforço físico mental, sugiro que o/a funcionário/a trombudo/a trabalhasse por turnos de 1 hora, não quero ninguém com esgotamentos nervosos, quem é amiga quem é? No caso das marcas deixadas nas portas, a videovigilancia bastaria.
5º - Implantar como obrigatório a explicitação da hora a que a dita marca foi deixada, tratando-se de uma marca histórica, todos os pormenores são de suma importância para daqui a uns 200 anos o Professor José Hermano Saraiva saber como deve enquadrar tais acontecimentos.
6º - Cada marca teria uma cor diferente. No caso das marcas nas portas a utilização de diferentes espessuras de chaves para as diversas marcas.
7º - A mais importante de todas as regras! Quando o relacionamento acabar é obrigatório voltar à parede ou à porta e anunciar a todo o mundo que o romance acabou. Mas, atenção, o comunicado tem de ser bem feito e incluiria os seguintes tópicos:- Porque motivo acabou;- Quem decidiu acabar;- Como foram partilhados os pertences e prendas, etc;- A que horas terminou;- Quem fez a mala;- Em que data ocorreu a ruptura;- E o mais importante quem ficou com o periquito que compraram juntos.
8º - Criar uma comissão que autentique a veracidade destas marcas, deixando em cada uma o seu carimbo e assinatura do inspector responsável, tudo isto que para que todo e qualquer cidadão saiba que estas declarações se encontram dentro das normas estipuladas pela União Europeia.
9º - A elaboração de um manual que contenha estas regras básicas e posteriormente, outras mais especificas que o sindicato criará. Existem sindicatos para tudo também se pode criar um para isto.

Eu gosto de estar informada, ora então se eu tenho conhecimento do início de uma relação tenho igualmente o direito de saber quando ocorreu o seu término e porquê!

abril 06, 2011

A insónia


Todos sabemos que há pessoas com insónias, certo? Porreiro, começamos bem.

Noites, as há, em que por muita boa vontade que a pessoa tenha não consegue dormir, ou então dorme apenas uma ou duas horas.

Eulália Costa, jovem na casa dos 37 anos, contraiu matrimónio com Anisio Costa, de 39, há dez anos. Fim-de-semana, e Eulália Costa teve uma insónia… em contrapartida, o seu esposo dormiu lindamente.

Anisio Costa – Bom dia, dormiu bem a minha querida, meu amor?
Eulália Costa – Tive uma insónia.
Anisio Costa – Perante o drama da trágica revelação – UMA INSÓNIA?
Eulália Costa – Pois foi só uma noite só tive uma insónia, querias que tivesse tido duas numa noite?
Anisio Costa – Mas você sente-se bem? Você mediu a tensão? Você viu o nível de açúcar no sangue?
Eulália Costa – Eu…
Anisio Costa – E os triglicéridos? Deve ser do castrol alto! É isso! O médico bem disse que você tinha de cortar nas gorduras, porque você está gorda que nem uma porca!
Eulália Costa – Mas…
Anisio Costa – Você cale-se, você deixe-me falar que é para o seu bem. Você não dormiu porque as suas enzimas anderem a noite toda a trabalhar pra raspar o castrol das suas veias. Depois as supra-ranhosas de você tiverem de produzir adrenalina, e você não dormiu. Você precisa de um transplante de rinzes!!
Eulália Costa – Trans…
Anisio Costa – Você não se preocupe que vou já telefonar à minha santa sogra, sua mãe, para ela ir já para o hospital preparar-se para doar o rim. Alguém tem de sacrificar. Eu não dou um rim meu, porque você sabe que eu tenho muitos gases e preciso de beber muita água, não podendo como tal ficar só com um rim. Ainda isto explodia e depois quem cuidava de você?
Eulália Costa – Mas os meus rins estão óptimos!

(Anisio Costa, juntando as extremidades dos braços – popularmente apelidadas de mãos – e em pose pensativa, reflecte um pouco)

Anisio Costa – Isso é asma!
Eulália Costa – Asma?
Anisio Costa – Sim, que você durante o dia é invadida por arcaros e depois à noite eles andem por você acima e por você abaixo, num reboliço, não deixam você dormir e você pensa que é uma insónia.
Eulália Costa – Hum?
Anisio Costa – Você está a precisar de uma bombada.
Eulália Costa – Bombada?
Anisio Costa – Agarrando a esposa pela mão – Venha, meu amor, minha querida. Vamos dar uma bombada. Vamos à bomba de gasolina, pode ser que hoje não haja muitos carros a calibrar a pressão dos pneus e você despacha-se depressa.
Eulália Costa – Oh Anisio, eu não tenho asma.
Anisio Costa – Não faz mal, é um serviço gratuito e você sempre respira novos ares. Você está muito amarela….

(Um minuto de silêncio, que fica sempre bem numa conversa)

Anisio Costa - Diz que quando as pessoas estão assim amarelas, como você, é alguma coisa no fígado.
Eulália Costa – Fígado?
Anisio Costa – em lágrimas – Você continua a beber? Você quer-me matar de desgosto? Você quer-me deixar viúvo? Logo agora que fizemos o empréstimo para o carro! Eu não tenho dinheiro para o funeral de você!
Eulália Costa – Anisio, quem bebe é a tua mãe.
Anisio Costa – Você não mude de assunto! Ouviu?
Eulália Costa – Mas é verdade!
Anisio Costa – Se não é do castrol, nem dos rinzes, nem dos arcaros nem do fígado, porque terá você tido uma insónia?
Eulália Costa – Talvez porque não tinha sono…
Anisio Costa – Ah, disparate. Que tem uma coisa a ver com a outra? Você não diga despautérios. Venha, vamos à urgência hospitalar.


A maravilhosa vida de um casal bem animado, é assim.

março 28, 2011

Todos temos um incógnito na vida


De forma breve posso assegurar que, o incógnito é aquele sujeito que quando menos se espera surge. Na realidade é um emplastro em versão up-grade.

“A que te referes em concreto?”, perguntam muito bem. Para ser mais explícita vou dar dois exemplos.

14 de Fevereiro. Noite romântica. Prepararam o prato preferido da vossa cara-metade. As velas estão acesas, as pétalas de rosa que espalharam pela banheira de hidromassagem ganharam cor, e, vocês lavaram os dentes. Tudo corre bem.
A vossa cara-metade adora, e quando estão a abrir a garrafa de Don Perignon… toca a campainha. Quem é? Exacto, um sujeito incógnito, mais conhecido por “amigo solteirão que não come nem deixa comer” vulgo “empata quecas”. Noite romântica dá lugar a um ménage a trois de choro pelas agruras vividas pelo “amigo solteirão que não come nem deixa comer” vulgo “empata quecas”.
O jantar já está frio, a banheira de hidromassagem vazia e o Don Perignon perdeu o gás. Então o “amigo solteirão que não come nem deixa comer” ou “empata quecas”, de súbito diz: «Oh… estraguei a vossa noite!». Em uníssono o casal responde: «Não… então… os amigos são para estas coisas». Sobretudo os incógnitos, acrescento eu, são mesmo para estas coisas. Riposta o “amigo solteirão que não come nem deixa comer” vulgo “empata quecas”: «Para vos compensar, que tal irmos ao bowling?». Ena… que excitação… uma competição entre os dois elementos do casal, só para averiguar quem acerta primeiro com a bola no “amigo solteirão que não come nem deixa comer” vulgo “empata quecas”. Uma noite em grande.


Se calhar ainda não me expliquei bem com este exemplo. Vamos ao segundo outro.


Voltemos à noite de 14 de Fevereiro (é uma noite que me inspira sem dúvida). Já sabem que não podem jantar em casa porque vai aparecer o “amigo solteirão que não come nem deixa comer” ou seja “empata quecas” decidem ir jantar fora. Restaurante com ambiente agradável, nada de comer muito que digestões pesadas atrapalham o exercício físico…
E tudo começa. Pedem o menu, a carta dos vinhos e enquanto aguardam a chegada do pedido vão roendo uns bocados de pão besuntados em gordura. O elemento feminino do casal, começa a sair da casca. Qual filme romanto-porno-erótico, ela descalça o sapatinho, e eleva o pé até essa mesma zona que vocês estão a pensar, localizada no elemento masculino do casal. Quem é que surge neste exacto momento? Exacto o empregado de mesa, que do local diametralmente oposto aquele em que o casal se encontra, diz aos gritos: «Pssst oh menina! Tão qué isso? Mas você pensa que está numa paticure ou quê? E o senhor se está com alguma micose e tem comichão vá um dermatologista! E já pensou que se ela não cortou as unhas isso pode infectar? E depois se infecta tem de cortar! E ainda deve ficar a falar fininho umas quantas semanas, isso se não gangrenar logo e cair, sempre pode guardar como recordação para os seus filhos, adoptivos óbvio. E a menina, faça lá o obséquio que calçar a soca que o seu chispe amanda um bedum que não se aguenta. Daqui a nada tenho a ASAE à perna.». Pior que um incógnito empata quecas, é um incógnito informado e com receio da ASAE que além de empatar as quecas dos próximos meses, faz o casal passar uma vergonha das antigas. Se houver ânimo que resista a um discurso como o deste incógnito empregado de mesa, é porque o casal se droga.

Agora fui mais explícita, creio serem dois belos exemplos de emplastros que falam (lá está pertencem a uma versão up-grade).
Acho que já entenderam a ideia. Agora, informados sobre o que é um incógnito, estão preparados para a vida.

março 23, 2011

Diálogo interno

- Fartei-me.
- De?
- Do que era.
- Temes a exaustão do que serás?
- Nunca.
- Porquê?
- Quando traço mal o meu trilho, deturpo o seu rumo.
- Então que fazes?
- Recolho-me. Afasto-me. Volto às bases.
- E…?
- Usando um renovado mapa mental, recomeço a jornada.
- Demasiado ermo…
- Podes contar contigo próprio sempre, essa é a norma. Se recorreres à excepção, conta um pouco com os outros.
- Aprecio esses a quem chamas “outros”.
- Por vezes o piso é falso. Nunca sabes quanto tempo perduram, nem porque permanecem.
- Intimidas-me… 
- Podes colorir a tua vida, mas se lhe juntas muitas cores… tens uma vida em branco… O prisma ensina-nos isso…
- É mau?
- É um risco.
- Devo evitá-lo?
- Deves absorvê-lo.
- Porque não posso ter todas as cores?
- É fundamental muita sapiência para na homogeneidade do policromático distinguir a heterogeneidade do monocromático. Recorda sempre isto.
- Que ganho com isso?
- Sê feliz por saber que não perdes nada.
- Quero arriscar!
- Faça-se!
- Não me vais impedir?
- Não… só mais uma coisa…
- Devo apontar?
- Sim, com o teu melhor traço mnésico. Serás bestial ou besta, e nesses ensejos em que das apoteóticas recepções cessas a auferir as cirúrgicas pedradas… voltas à base. Repensas, e renasces. És o arquitecto, engenheiro e empreiteiro de ti mesmo.
- Quem és?
- Fénix.
- És um mito! Não existes!
- E tu existes?

março 18, 2011

Anexo ao meu diário - #2


Arminho amanhecer com incompletos sentidos, adorna a mesa da desilusão. Dista, distante de desejos despojados, doridos das dispersões descoordenadas, desconcentrador de duvidas, distribuidora de dardos difíceis de digerir. Monossilabicamente chegam as manhãs, de heterocromatina concentrada, dissolvida no vinho e barrada no fresco pão, que parte os frágeis dentes do que se julga o mais forte. Migalhas invejosas humedecidas com o sumo do ciúme, 100% concentrado de ímpetos humanóides, origem animal. Iguaria servida no prato matizado a desconforto. Com o garfo bífido do desespero, e a faca, enguia esguia, da competição rasga o estorvo, engole o inalcançável, mágoa mecanicamente triturada, cuspida como saliva. Negando o visível. Cara corada com círculos concisos, conceptuais, catalíticos. Cobarde coração correndo contra construções compadecentes com carismáticos capítulos caóticos. Do copo cavo bebe a fúria de quem para trás fica com o sentimento de incompetência, impotência impertinente, reversível mas não apetecível. Com a água suja pela leviandade lava a fruta perversa e retira, delicadamente, as grainhas da mesquinhez, enlevado, morde-as proveitosamente, alimentando o negro extinguindo o níveo. Patriarca, mau mestre. Nesta mesa do desengano individual, o patriarca retrógrado, reducionista, não aceita a evolução da ninhada. O mestre é agora outro… outro que na mesa da desilusão se senta na cadeira dos horizontes ilimitados, o orgulho transbordante por uma ninhada que não é sua. Isso dói, mói. Machuca e humilha uma auto-imposta superioridade irreal, por ele proclamada e por nenhum outro aclamada. Frio, fútil, frigido fugaz, feio, figurante numa personagem principal que nunca foi sua, patriarca de ideias estanques na névoa raivosa. Ocos elogios são lançados pelas vocais patriarcais. Tretas sem sentido que diz só porque a situação o pede, mesmo quando o coração as nega. Até nas melhores e mais saudáveis famílias a competição exacerbada e a inveja inevitável, corrompe as frágeis ligações sedosamente podres. Quem não compreende nega, chama loucura. Quem compreende ri, comunica, vive. Outra manhã surgirá e com ela a minha estúpida credulidade.

Triste? Não, é apenas a minha realidade... tão simples como isso. Daqui a pouco, fumo a desilusão de mim mesma fundida com o ódio que me oferecem, seco divagações, tudo volta ao normal.

Dica de Edileusa à juventude feminina



Olá juventude!

Todas sabemos que os homens são uma complicação, e quanto mais eles dizem "não vamos complicar as coisas, ok?" é justamente quando eles as complicam, certo meninas?

E neste momento começamos a detectar uma série que incongruência entre o discurso deles e as atitudes. Deixem-nos franzir o sobrolho à vontade porque nós sabemos que isto é verdade!

Uma das frases favoritas dos homens é "preciso de arejar as ideias". Tal frase leva as mulheres optimistas a pensarem: "Olha... ele pensa!". E daqui pode surgir um enorme equivoco que descamba numa gigantesca desilusão futura. Por isso, meninas, atentem no que vos digo: quando um homem diz que apenas precisa de arejar as ideias ele apenas precisa de abrir as pernas para arejar o "cérebro". Como todas sabemos o sobreaquecimento da zona principal de qualquer máquina leva à sua inactividade/bloqueio.

março 17, 2011

O beijo


Tem mais sabor na memória o primeiro ou o último? O último é sempre lembrado com amargura ou saboreado insatisfação?

março 15, 2011

As desculpas do costume

Há um colega na minha turma que está constantemente a dar desculpas para as baldas. Por mim tudo bem,baixo,piolhoso,chato,quero que ele se foda.Se não for é um favor que me faz, mas começo a achar piada às desculpas.
  • Pensei que o prof. estava doente. (Se não estava,eu mesma fico com a presença dele!)
  • Ou trabalho ou estudo! Não consigo fazer as duas coisas ao mesmo tempo! (dois anos depois...)
  • A minha maior preocupação é acabar o curso,juro! (claro,de preferência sem distinção porque é timido.)
  • Vou fazer um evento no facebook e já te mando isso (Dia nacional do incompreendido!)
  • Já notaram que as férias são cada vez mais curtas? (a minha paciência virou anã)
  • Estava de luto,não pude vir. (Sim, o cérebro morreu e há uma luta constante com a preguiça.)
  • Sou supersticioso! (Ir às aulas em dias impares dá azar. )
  • Prefiro ser autodidacta! (Vai-te foder...)

março 14, 2011

Hoje autorizamos que nos insultem!


Momento muito importante neste blog hoje: podem insultar-nos! Vá corram! Digam o que não gostam, insultem mas alto. Vamos lá libertem as mágoas e alinhem o chakras! Ponham tudo cá para fora.

Caso queiram assinalar algo que gostem não se inibam, porque este post é para vós.

Mulher vs. Homem


A feiura de uma mulher é facilmente compensada pela inteligência com que escolhe a conta bancária com a qual se vai casar. A ignorância do homem mede-se pela facilidade com que acredita ser "o tal" da vida dessa mesma mulher.

março 13, 2011

As crónicas de Edileusa #1


Vivemos tempos de completa deterioração nos nossos valores. Uma vergonha um ultraje! O ser humano vê sistematicamente o seu código genético ser alterado e nada consegue fazer para mudar isto, somente minorar os danos.
Ainda sou do tempo que as mulheres nasciam com o gene dos seios fartos, actualmente nascem com uma conta poupança para implantarem silicone. Quantas catraias eu não vejo de olhos a brilhar porque queriam calçar de soutien o mesmo que eu. Pobres almas. Corta-me o espírito e constrange-me os peitos sentir a tristeza das pequenas. Uma perguntou-me certa vez “Dona Edileusa não faz mal às costas todo esse peso?”, com sapiência respondi “Oh minha querida um 44 biqueira larga, como o meu, dá sempre jeito sobretudo no casamento!”. E porquê? Porque no meu casamento é sempre o Agostinho quem tem dores de cabeça. Quando fazemos o amor, confesso que me entusiasmo e quando sei já uma mama lhe acertou em cheio e lá ficou o Agostinho desmaiado.

A culpa deste recurso massivo aos implantes de silicone é das farinhas que dão às catraias na infância, coitadinhas, depois as moças ficam todas parecidas com os pais: tábuas de passar a ferro. São as farinhas e os cereais com açúcar em excesso que dizimam o gene dos seios fartos!

Alguém com estudos que faça algo pelas mulheres, porque as novas gerações nascem com o mesmo direito a usar decote que as anteriores gerações! Além do mais imaginem só o incómodo que é quando uma mulher implantada morre...

a) Enterrada num caixão como manda a tradição – Os organismos decompositores entram em acção e vão alimentar-se do silicone. Os mais sensíveis, coitados, morrem os mais robustos podem sobreviver, mas com que qualidade de vida? E se esses sobreviventes durante a quimiossíntese em pleno solo começam a afectar os nossos alimentos? Já se imaginaram a comer um cozido à portuguesa com a batata a saber a silicone?

b) Cremada como manda a moda – O cheirete que deve ser para quem está à espera que a defunta vá para o vasinho a plástico queimado? E os gases emitidos para a atmosfera?

c) As implicações dos implantes no divino (salvo seja) - Um alma chega ao céu munida de implantes de silicone nos seios. Partindo do principio que a reencarnação existe, então a morte é só a devolução de um produto com defeito. Ora, Deus (façam todos o sinal da cruz, mostrem respeito), como fabricante está no seu pleno direito de se recusar aceitar um produto modificado por um agente não autorizado, certo? Porque motivo quando compram um computador recebem sempre o aviso de caso ocorram problemas ir somente a um técnico da marca? Porque se forem a outro que não o da marca a garantia perde imediatamente a validade. O mesmo pode ocorrer com aceitação da alma humana pela parte de Deus!

Para quando o valor da mama biológica verdadeiramente reconhecido?

Regras de socialização - #1

março 12, 2011

McWedding

Tu sabes que a tua namorada te ama verdadeiramente quando a pedes em casamento,decides fazer a festa no MacDonalds e ela aceita!
A cadeia de restaurantes McDonalds na China estreou um novo serviço:o McWedding!
Por pouco mais de 1000 euros a festa está paga com direito a várias regalias e um ataque cardíaco incluído.
Infelizmente não se servem muitas bebidas alcoólicas e ainda não há o McDivorcio,o McFuneral nem reuniões de MacTupperware.

março 11, 2011

Inglês - Nível 5

Learn how to do it right!

I AM LOOKING THE THING BAD STOPPED - Estou a ver a coisa mal parada
I DO NOT SEE THE POINT OF A HORN - Não vejo a ponta de um corno
LOWER THE STONE - Arrear o calhau
CHANGE THE WATER TO THE OLIVES - Mudar a água às azeitonas
THAT STAYS IN JUDAS'S ASS - Isso fica no cú de Judas
IF YOU DON'T DOOR'S WELL, YOU ARE HERE YOU ARE EATING - Se não te portas bem, tás aqui tás a comer
PUT YOURSELF IN THE EYE OF THE STREET - Põe-te no olho da rua
I'LL MAKE YOU INTO A EIGHT - Faço-te num oito
PUT YOURSELF AT STICK - Põe-te a pau
UNSTOP ME THE STORE - Desampara-me a loja
GIVE WIND TO THE SHOES AND PLIT YOURSELF - Dá corda aos sapatos e pira-te
PUT YOURSELF AT MILES - Põe-te a milhas
EASE THE GUTS - Aliviar a tripa
PUT YOURSELF IN THE "LITTLE FEMALE GARLICK" - Põe-te na alheta
WALKING AT THE SPIDERS - Andar às aranhas
WATCH PASSING SHIPS - Ver passar navios
GIVE IN THE VIEWS - Dar nas vistas
SON OF THE MOTHER - Filho-da-mãe
DAY OF THEY ARE NEVER IN THE AFTERNOON - Dia de S. Nunca à Tarde
YOU'LL CATCH IN THE NOSE - Vais apanhar no nariz
YO, SHOVE - Oh, pá
BAD, BAD MARY - Mau, mau Maria
AS GOOD AS CORN - Boa como ó milho
GO COMB MONKEYS - Vai pentear macacos
YOU ARE NOT A MAN, YOU ARE NOTHING - Não és homem, não és nada
I'D JUMP INTO HER SPINE - Saltava-lhe para a espinha
EVEN THE TOMATOES FELL INTO THE GROUND - Até os tomates caíram ao chão
YOU ARE ARMING AT FACESTICK OF RACE - Estás armado em carapau de corrida
KABOND MUSIC (IF THEY WANT A HUG OR A KISS, WE KABOND, WE KABOND) - Música pimba (se elas querem um abraço ou um beijinho, nós pimba, nós pimba)
FACE OF ASS - Cara de cú
TAKE MONKEYS OF THE NOSE - Tirar macacos do nariz
GO GIVE BATH TO THE DOG - Vai dar banho ao cão
I AM DONE TO THE STEAK - Estou feito ao bife
I AM SAND-PAPERED - Estou lixado
SMART AS A GARLICK - Esperto como um alho
THROW A MOUTH - Mandar uma boca
GROW WATER IN THE MOUTH - Crescer água na boca
DEDICATE YOURSELF TO FISHING - Dedica-te à pesca
TO BE IN THE JAM - Estar na marmelada
PUT YOURSELF WALKING - Põe-te a andar
EYES OF LAMB BAD DEAD - Olhos de carneiro mal morto
CRACK THE PEACH TREE - Esgalhar o pessegueiro
A GIRL ALL PEALED - Uma miúda toda descarada
EAT A MULE - Comer uma mula
LOOKS LIKE AM OX LOOKING AT THE PALACE - Parece um boi a olhar para um palácio
SWITCH-PAINTS - Troca-tintas
TO BE IN THE PAINTS - Estar nas tintas
SPREAD-ASHES - Espalha-brasas
PASS BY THE ASHES - Passar pelas brasas
TAKE WATER IN THE BEAK - Levar água no bico
WHICH WHAT WHICH CAP - Qual quê qual carapuça
THINGS OF THE ARCH OF THE OLD WOMAN - Coisas do arco da velha
IT NEEDS TO HAVE CAN - É preciso ter lata
TALK CHEAP - Fala-barato
THERE IS WHO HAS CAN FOR ALL - Há quem tenha lata para tudo
TILL THE EYE - Até à vista

Cedido pela Edileusa à força

março 10, 2011

Vai-te lixar!

Já todo o mundo sabe que os feios sofrem. Primeiro porque são feios, segundo porque são feios e são gozados na infância, em terceiro porque alguns apreciam fazer disso um drama para justificar certas figuras patéticas.

Vamos a colocar os pontinhos na vogal certa: cada nasce com a cara que os paizinhos lhe deram para quê ser aldrabão? Pergunto isto porque no passado fim-se-semana um tipo, digamos, feio que eu já conhecia há algum tempo veio dizer-me que foi prostituto. Lamento pelo possível preconceito existente na pergunta, mas o meu primeiro impulso foi perguntar se se tinha prostituído para homens... Muito indignado negou, tinha sido prostituto mas sempre ao serviço das mulheres e todas elas "ricaças". Hum... Sei... 'Tou ligada.... "E deixaste o negócio há quanto tempo?", questionei. "Um ano", respondeu. Ah tá... Há um ano já eu te conhecia e eras assim feio, baixo e barrigudo. "Mas tu fazias serviço na ACAPO?", perguntei e não obtive resposta... O que foi uma chatice porque ele tinha duplo queixo e eu ia perguntar-lhe se aquilo era mesmo gordura ou era o local onde ele acondiciona a "língua maravilha" que fazia uns truques de génio (segundo o dono da língua), e se tinha chulo ou chula. Se calhar feri-lhe os sentimentos admito, mas ele feriu-me a paciência, que já de si é pouca.

Nem quem é bonito se sente sempre como tal, portanto não será seguramente fácil ser feio. Mas quer nos feios ou nos bonitos se a massa encefálica não funcionar, nada feito. Para quê inventar? Pelos visto ser bonito/a tornou-se mais importante que ser capaz de pensar e evitar fazer figuras parvas. Ninguém é a última bolacha do pacote. Superar o desespero é assim tão dificil? Mas, e porque há sempre um "mas", para os desesperados existe sempre uma injecção de auto-estima chamada BILF.

Como dizia o outro: mais vale parecer estúpido que abrir a boca e confirma-lo.

março 05, 2011

Momento espiritual

Também aqui neste animado bairro existe um espaço dedicado à espiritualidade! E só cá vem gente de fé, que sente no mais íntimo do seu ser cada momento da homilia. Gerson, vizinho do prédio ao lado sempre que chega o momento do donativo todo ele exala alegria e felicidade. Não acreditam? Ora vejam...



Na próxima semana vou perguntar que tóxico ele usa, porque aquilo bate bem...

março 03, 2011

março 02, 2011

Frases da treta tangada


Há tantas e tão bonitas que nem sei por onde começar...

- "Na cama somos todos do mesmo tamanho", vai sonhando sim? Frase típica de homem de baixa estatura cujo apêndice nasal se encaixa no sovaco da fêmea com quem ele pretende copular. A resposta mais adequada a esta frase deve ser algo do género "Ah... já entendi porque ainda dormes no berço".

- "Só pode ser gay", frase óbvia de fêmea ressabiada que não sabe aceitar um não. E normalmente elas difundem a sua palavra, qual Profeta das arábias, pelo grupo de amigas. Ou seja não comem nem deixam comer... O mesmo se aplica aos homens quando dizem "Deve ser lésbica". Vamos deixar dois pontos esclarecidos: a rejeição dói e ninguém é a última bolacha do pacote.

- "As mulheres só sabem complicar", pois... certo. Eu acreditava nisto até começar a falar, mas falar mesmo, com homens. Os homens, alguns é certo que mas tendem a ser a maioria, estão cada vez mais femininos. Excesso de telenovelas? Overdose de colo materno? Falta de calo da vida? Não sei... mas há cada prima-dona...

- "Sou um livro aberto, todos conhecem a minha vida!"... E? É o sujeito social com moral, bons costumes, ordeiro (ou não), simpático que tenta agradar a todos e tem uma boca que a dada altura da sua existência encarnou o espírito de puta (e tende a estar ais tempo que o habitual aberta). Ou seja todos conhecem a vida daquela pessoa de trás para a frente, mesmo que não quisessem! Porque a pessoa faz questão de se expor mesmo que ninguém lhe pergunte nada. És um livro aberto? Olha que bom para ti!

- "No meu tempo não havia nada destas poucas vergonhas!". Claro! Há uma série de filhos feitos nos palheiros, becos escuros, motéis, pensões rascas, sacristias que hoje em dia têm 50 e 60 anos porque antigamente havia respeito e dignidade. Ah... não me lixem! Já para não falar nas crianças prematuras que apesar dos cuidados médicos estarem menos avançados, sobreviveram todas e nasceram no mínimo com 2,8kg. Sei....

Se estiverem para aí virados adicionem frases feitas que vos causem... urticaria.

Esqueçam tudo o que viram e ouviram

Esta é a dança do momento, e esta é a música que não nos sai da cabeça infelizmente!

fevereiro 28, 2011

As vizinhas são para dar apoio aos mais novos

Arlinda e Cacildo, os nossos vizinhos, do lado têm uma filha adolescente: Marisa. Eles iam jantar fora e comemorar o aniversário de casamento pediram-nos para dar uma olhadela pela Marisa e ajudar no que ela precisasse. Assim foi. Falamos com a Marisa que nos contou que nessa noite queria receber o namorado em casa.

Tínhamos prometido aos pais que olhávamos por ela, e assim quando vimos que o namorado chegara ao apartamento do lado fomos para a nossa varanda que é colada à varanda do quarto da Marisa. Ficamos escondidas estilo Rambo, mas em bom, até que a acção no quarto da Marisa começasse. O rapaz lá a começou a despir a Marisa e era o nosso momento: de pompons nas mãos e animadas começamos...

Constança – Mexe mais a língua!
Benedita – Isso mais pró fundo só lhe estás a fazer cócegas!
Constança – Dá-lhe tigre!
Benedita – Mostra que falas bem de boca cheia!

Deixamos as crianças brincarem e começamos a falar entre nós...

Benedita – É impressão minha ou ela está a fingir?
Constança – Os miúdos têm aulas de teatro cada vez mais cedo...
Benedita – Trouxeste os cajus? Estou a ficar com fome...
Constança – E o balde do gelado!

O drama foi que ainda tínhamos comida para manter a nossa vigilância à jovem e o rapaz já tinha acabado o serviço...

Benedita – Já acabou? Só isso?
Constança – Vale nada! Banana!
Benedita – Frouxo!
Constança – Fraco!
Benedita – Nem lambeste o prato em condições ó porco!
Constança – Deixa-me fotografar-te as partes que essas miudezas nunca mais entram neste prédio!
Benedita – Ela nem aqueceu e tu já queimaste o tronco de Natal!

Entretanto os pais da Marisa chegaram, vieram primeiro a nossa casa perguntar se algo tinha corrido mal o que deu tempo para o palhaço armado em homem sair da casa deles. Tudo correu bem e continuamos a ser as vizinhas favoritas deste prédio...

Benedita
– Acho que a Marisa ainda é virgem...
Constança – Deves...
Benedita – Sério, não viste que o gajo foi projectado contra a parede?
Constançachocada – Achas que fez ricochete?
Benedita – O bicho não tinha força para abrir o portão do País das Maravilhas...

Dicas do prédio contra a monotonia nos relacionamentos #1


Porque afinal, amar é saber satisfazer os desejos mutuamente...

fevereiro 25, 2011

No elevador#1




Some girls give me jewelry
Others buy me clothes
Some girls give me children
I never asked them for

Rolling Stones - Some girls

"Quando um homem paga a uma puta,não lhe paga para fazer sexo mas sim para ela se ir embora no fim."

Benvindo, o velho que vive no último andar

Nem sempre devemos perguntar se os outros estão bem. Benvindo é um velho chato que não tem a noção de nada na vida e como tal responde com informação a mais... Abranda Benvindo, era educação não confundas com preocupação.



Meus caros tenham sempre convosco esta certeza: há duas coisas na vida que não se escolhem a primeira é a familia a segunda são os vizinhos.

fevereiro 24, 2011

Anexo ao meu diário #1


A ausência do sentimento da saudade, contrasta com a sua constante presença do termo nos meus diálogos. Tenho duas características: dificuldade em mentir, e a incapacidade de sentir saudade. Não se trata de independência, ainda que a facilite, trata-se de frieza. Um gelo imenso capaz de me causar incómodo. Será, seguramente mais fácil, a um cego conhecer todos os tons das folhas de uma árvore do que eu sentir saudade. É-me incompreensível como podem os outros ter saudades de mim? É estranho.
Quando o deixei, disse-me que tinha duas mágoas. Uma por eu nunca ter dito que o amava, apesar de o sentir, e a segunda, por nunca ter sentido saudades dele. Porém ele tinha a certeza de que um dia eu assumiria ambos os sentimentos.

Infelizmente, até hoje a profecia não se realizou.